Gênero: Queer

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Perfil (estréia)

Eu vi há algum tempo em um site gringo a idéia desse tipo de perfil. A idéia é mostrar a grande variedade de identidades de gênero e sexualidade, dando uma dimensão, através de vários perfis, da pluralidade  do ser humano neste aspecto.  E que não existe uma só identidade transgênera, como também não existe uma simples relação binária entre heterossexualidade ou homossexualidade.

A minha intenção por aqui era publicar um perfil a cada semana, mas percebi que muitas pessoas preferem preservar a sua intimidade, o que é muito compreensível. Decidi portanto começar a proposta de um perfil por mês, e se a idéia emplacar, passo a fazer com mais frequencia – quem sabe as pessoas vejam que não tem nada demais coisa e tal. O ideal é que façamos com a foto da pessoa, mesmo que ela esteja montada, mas se houver interesse em ser publicado sem foto, não vamos nos opor e temos interesse mesmo assim em entrevistá-l@.

Os interessados devem enviar um email para generoqueer@gmail.com e podemos conversar sobre a publicação do seu perfil!

Bem, vamos enfim ao 1º!

*****

Você pode me chamar de…
Tábata. Alguns amigos usam Bill, mas é só um apelido que pegou.

Eu me identifico como…
Gender-queer. Não vamos complicar: não me identifico como aquilo que a sociedade chama de homem ou mulher. Fazendo minhas as palavras de Jess Goldberg em Stone Butch Blues (de Leslie Feinberg),I’m both and neither” (Trad.: Eu sou ambos e nenhum dos dois).

Eu prefiro, ao se referirem a mim, que utilizem o pronome…
De maneira geral, quando alguém se refere a mim, não tenho problema com pronomes: acho tranquilo que usem o masculino ou o feminino. Porém (claro que não poderia ser assim tão simples), se a pessoa me confunde com um menino – quando eu não tenho a intenção – eu costumo não gostar.
Ok, não faz sentido, mas é assim que eu me sinto.
E piora: se eu me preparei pra pass como um cara (ser percebid@ como um cara), e alguém me chamar pelo pronome feminino, não tenha dúvida, vou ficar bem bolad@!
Na dúvida, use formas neutras: “Oi, pessoa!”

Eu me atraio por…
Entre mulheres e homens, só saio com mulheres. Quanto a indivíduos fora desse espectrum, não saberia dizer.

Quando as pessoas falam sobre mim, eu quero que eles…
Não fiquem tão preocupados com o meu gênero. É só uma parte do que eu sou.

Eu quero que as pessoas entendam…

Que gênero é, antes de quase tudo, uma manifestação cultural – como tantas outras – naturalizada. Eu também queria que a galera transgênero parasse com a onda patologizadora: não há nada de errado com a gente! “It is gender stereotypes and social sex-role fascism that is pathological” (Patrick Califia)  (Trad.: O estereótipo de gênero e o fascismo dos papéis sexuais que são patológicos).

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